Rentabilidade acima dos grandes bancos não impediu reação negativa em Wall Street
Nubank – O banco digital divulgou recentemente seu balanço do primeiro trimestre de 2026, reportando lucro líquido de US$ 871 milhões e ROE de 29%, mas viu suas ações tombarem 9,74% no after market em Nova York, negociadas a US$ 11,67.
- Em resumo: crescimento robusto do lucro foi ofuscado por salto de 72% nas provisões para calotes.
Provisão cresce e acende alerta de crédito
Apesar do avanço expressivo do resultado, analistas destacam que as despesas com provisão para perdas de crédito atingiram US$ 1,79 bilhão, expansão anual de 72%. De acordo com dados compilados pela Reuters, o aumento do colchão contra inadimplência reforça a cautela em ciclos de juros ainda elevados no Brasil.
“O índice de inadimplência acima de 90 dias chegou a 6,5%, praticamente estável”, revela o relatório trimestral do Nubank.
Histórico e comparação com pares
O ROE de 29% coloca a fintech à frente de incumbentes como Itaú Unibanco, cujo retorno foi de 24,4% no mesmo período. Entretanto, a percepção de risco se intensificou: investidores ponderam até que ponto o ritmo de expansão do crédito pessoal, principal motor de receita do Nubank, pode sustentar margens sem pressionar ainda mais a inadimplência.
Para dimensionar o avanço, a carteira total do banco digital cresceu quase 70% nos últimos 24 meses, segundo números do Banco Central. Esse ritmo supera a média do sistema financeiro, que ronda 11% ao ano — um diferencial que explica tanto o forte lucro quanto a maior necessidade de provisão.
Como isso afeta o seu bolso? O resultado sinaliza que a fintech pode oferecer produtos mais agressivos, mas a oscilação das ações mostra que o mercado exige cautela. Para mais análises sobre bancos e ações, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Nubank Newsroom