Pressão sobre semicondutores acende sinal vermelho em Wall Street
Scion Asset Management – Em análise divulgada recentemente, o gestor Michael Burry comparou o rali das empresas de inteligência artificial à bolha das pontocom de 2000 e aconselhou investidores a reduzirem posições em tecnologia, destacando o possível impacto direto no valor das carteiras.
- Em resumo: Burry afirma que o salto de 65% no Philadelphia Semiconductor Index em 2026 lembra os meses que antecederam o estouro da bolha pontocom.
Semicondutores lideram alta, mas fundamentos ficam em segundo plano
O índice de semicondutores da Filadélfia avançou mais de 10% em apenas uma semana, impulsionado pela corrida a chips de IA. A valorização ocorre apesar da queda simultânea nos indicadores de sentimento do consumidor norte-americano, um descompasso que Burry considera “irracional”.
“As ações não estão subindo ou descendo por causa dos empregos ou do sentimento do consumidor. Elas estão subindo porque vêm subindo”, escreveu o gestor.
O eco de 2000: lições que ainda custam caro
Entre 1995 e março de 2000, o Nasdaq saltou 400% antes de perder 78% em dois anos, apagando cerca de US$ 5 trilhões em valor de mercado. Hoje, a narrativa dominante é a IA: empresas disputam capacidade computacional, investidores temem ficar de fora e múltiplos se esticam rapidamente – cenário idêntico ao que precedeu a bolha pontocom.
Burry já havia mirado a Nvidia em novembro último, montando US$ 1 milhão em opções de venda. Movimentos semelhantes ocorreram às vésperas de 2000, quando fundos passaram a apostar contra nomes “queridinhos” da internet, reforçando a tese de que topos exuberantes precedem correções abruptas.
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Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney