Endividamento segue no radar, mas segmento de rodovias acelera
Motiva (MOTV3) – A concessionária divulgou balanço do 1º tri/26 com avanço operacional e lucro ajustado de R$ 627 milhões, mas o custo da dívida mais alta ainda preocupa investidores.
- Em resumo: lucro líquido ajustado +16,3%, EBITDA +9,3% e BB-BI reitera compra com preço-alvo de R$ 17,50.
Rodovias puxam receita; trilhos e juros elevam cautela
O relatório do BB Investimentos destaca que o tráfego crescente e os reajustes tarifários mantiveram o segmento de rodovias como principal motor da companhia, impulsionando a margem para 67,3%. Já a divisão de trilhos sentiu a redução das receitas de mitigação, enquanto o CDI elevado inflou as despesas financeiras – cenário que, segundo a Reuters, tem afetado todo o setor de concessões neste ano.
“Apesar da pressão financeira, a maturação das concessões e a reestruturação do portfólio devem sustentar ganhos de eficiência nos próximos trimestres”, pontua o BB-BI no documento assinado por Luan Calimério.
Por que o preço-alvo de R$ 17,50 ainda parece factível
A recomendação de compra do banco se apoia na combinação de ativos em estágio avançado de maturação, no início do free flow na RioSP e na expectativa de redução gradual da Selic a partir do segundo semestre, vetor que costuma aliviar o peso do CDI sobre empresas alavancadas. Para referência, o endividamento líquido do setor de infraestrutura rodoviária saltou 11% em 2023, segundo o último boletim do Banco Central, reforçando a importância de uma queda de juros para destravar valor.
Como isso afeta o seu bolso? Menores despesas financeiras potencializam dividendos e valorização de capital a quem já carrega MOTV3 na carteira. Vai acompanhar o próximo corte de juros? Para mais análises de empresas listadas, acesse nossa editoria de Mercado & Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / Motiva