Possível efeito dominó pode atingir fundos, bancos e investidores individuais
JPMorgan — Em conferência realizada recentemente pelo Norges Bank Investment Management, o CEO Jamie Dimon avisou que a próxima virada de ciclo no private credit tende a ser “pior do que as pessoas imaginam”, mesmo após resultados robustos nos grandes bancos.
- Em resumo: Dimon teme que parte das mais de 1.000 gestoras ativas não consiga atravessar um aperto de liquidez, afetando um mercado estimado em US$ 1,8 trilhão.
Por que Dimon está tão preocupado?
O executivo relacionou o risco à rápida expansão do crédito privado, classe de ativo que cresce a dois dígitos desde 2010, segundo estimativas da Bloomberg. Com muitos novos originadores e padrões de concessão mais flexíveis, uma recessão — ainda que técnica — poderia expor fragilidades de estrutura e governança.
“Quando a recessão de crédito chegar, não será o fim do mundo, mas será mais dura do que o mercado projeta no crédito privado — e isso pode atingir alguns bancos também.” — Jamie Dimon
Contexto macro e impacto no bolso do investidor
Nos EUA, a taxa dos Treasuries de 10 anos ronda os maiores níveis desde 2007, encarecendo o custo de captação para fundos que atuam alavancados. No Brasil, onde CRIs e debêntures incentivadas seguem atraindo pessoa física, o Banco Central manteve a Selic em 10,75% e destacou cautela com “condições financeiras globais”. Se o estresse lá fora apertar, emissões locais podem pagar prêmios maiores ou mesmo ser adiadas.
Como isso afeta o seu bolso? Uma correção mais brusca nessa indústria tende a elevar spreads de crédito corporativo, pressionar preços de fundos de debêntures e alongar a retomada de IPOs. Para entender como proteger a carteira em cenários de aversão a risco, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Bloomberg