Margem encolhe 7,9 p.p. e fluxo de caixa negativo ampliam cautela
Natura &Co voltou aos holofotes do mercado nesta terça-feira, 12 de maio, depois de divulgar números que contrariaram as apostas de recuperação e derrubaram suas ações em mais de 4% no Ibovespa.
- Em resumo: prejuízo líquido de R$ 445 mi, Ebitda 19% abaixo do consenso e FCF negativo em R$ 430 mi.
Queda na margem e Ebitda frustram projeções
O Ebitda recorrente ficou em R$ 346 milhões, quase R$ 90 milhões abaixo das estimativas da LSEG e 55,7% inferior ao mesmo período de 2025. A compressão de margem é explicada pela empresa como “pressão temporária” após ajustes operacionais, mas analistas veem um cenário desafiador num contexto de consumo ainda fraco na região, segundo dados compilados pela Reuters.
“A combinação de margem bruta menor, desalavancagem operacional e despesas de reestruturação reduziu a margem Ebitda em 7,9 p.p. na comparação anual”, aponta relatório da XP.
Queima de caixa e riscos estratégicos em foco
Além do resultado operacional, a queima de caixa livre de R$ 430 milhões — puxada por pagamentos do acordo Chapman e custos de reestruturação — elevou o risco de execução justo quando a empresa migra seu sistema para o SAP, previsto para junho. Vale lembrar que, mesmo após a venda da Aesop e da The Body Shop em 2023, a alavancagem ainda preocupa: a dívida líquida era de 2,3x Ebitda ao fim de 2025, acima da média histórica do setor de higiene e beleza.
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Crédito da imagem: Divulgação / Natura &Co