Selic pode ficar mais alta por mais tempo, apontam analistas
Banco Central – O Boletim Focus divulgado em 18 de maio elevou novamente a expectativa do mercado: o IPCA de 2026 passou para 4,92%, acima do teto da meta oficial e capaz de rever estratégias de crédito e investimento.
- Em resumo: inflação projetada supera a banda superior de 4,5% pela décima semana seguida.
Meta estourada e dez semanas de alta nas projeções
Com a inflação descasada da meta, cresce a chance de a taxa básica permanecer em patamares elevados. O Focus também ajustou a Selic de fim de ano para 13,25%. De acordo com dados da Reuters, mercados externos acompanham o movimento, já que o Brasil ainda oferece os maiores juros reais do G20.
“É a décima semana consecutiva com previsão de alta inflacionária”, destaca o relatório do Banco Central.
Há quatro semanas, a estimativa era 4,8%. Para 2027 e 2028, as projeções são de 4% e 3,65%, respectivamente—números que, embora menores, ainda rondam o topo da banda.
Da inflação ao câmbio: o que esperar para renda e consumo
Quando a expectativa de preços sobe, bancos tendem a encarecer empréstimos e alongar prazos de aprovação de crédito. Paralelamente, o boletim manteve dólar em R$ 5,20 para 2026 e crescimento de 1,85% no PIB. Historicamente, cada ponto percentual acima da meta corrói o poder de compra, sobretudo de salários atrelados a reajustes anuais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central