Escalada do barril pode pressionar inflação global e câmbio
ING Bank – Em relatório divulgado na quinta-feira (30/04), a instituição advertiu que o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã catapultou o Brent para US$ 125,36, maior cotação desde 2008, com potencial de elevar custos de energia e mexer no poder de compra do consumidor.
- Em resumo: bloqueio no Estreito de Ormuz corta oferta, Brent dispara 6,2% e dólar avança ao maior nível em quase dois anos.
Bloqueio em Ormuz trava oferta e mercado já precifica risco
O temor de que o fluxo de cerca de 20 % do petróleo mundial continue interrompido ganhou força após novas declarações da Casa Branca. Segundo dados compilados pela Reuters, cada alteração no corredor marítimo pressiona prêmios de risco e amplia a volatilidade nos contratos futuros negociados em Londres.
“O colapso das conversas entre EUA e Irã (…) faz o mercado perder a esperança de qualquer retomada rápida nos fluxos de petróleo”, escreveram Warren Patterson e Ewa Manthey, estrategistas do ING Bank.
Dólar forte, bolsas em queda e lembrança do pico de 2008
Com a guerra no Irã entrando na nona semana, o dólar saltou para ¥ 160,51, reflexo da fuga para ativos considerados seguros e das taxas de juros norte-americanas mantidas pelo Federal Reserve. Em 2008, quando o Brent atingiu o recorde histórico de US$ 147,50, a inflação global avançou mais de 4 % ao ano; analistas temem trajetória similar caso o barril permaneça acima de US$ 120 por tempo prolongado.
Como isso afeta o seu bolso? Gasolina e diesel costumam responder com defasagem de poucas semanas ao Brent; prepare-se para possíveis reajustes nas bombas e impactos no frete. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Getty Images via BBC