Entenda por que o Brasil segue exportando matéria-prima barata enquanto importa produtos caros
Confederação Nacional da Indústria (CNI) – Estudos recentes apontam que, apesar do avanço no preço das commodities, a indústria de transformação segue encolhendo sua participação no PIB brasileiro, pressionada por impostos elevados, burocracia pesada e falhas logísticas que encarecem a produção.
- Em resumo: o excesso de custos e incertezas faz o Brasil vender barato e comprar caro, reduzindo emprego qualificado e arrecadação.
Impostos e estradas ruins: a combinação que encarece cada etapa produtiva
O peso dos tributos chega a quase 34% do PIB, um dos maiores entre países emergentes, enquanto a malha rodoviária concentra 65% do transporte de cargas, segundo dados do IBGE compilados pela Reuters. Somados, esses fatores elevam o chamado “Custo Brasil” e afastam investimentos em plantas industriais de maior valor agregado.
“Carga tributária, gargalos logísticos, insegurança jurídica, burocracia estatal e complexidade normativa desestimulam indústria brasileira”.
Dos anos 1980 à atualidade: a erosão da participação industrial no PIB
Na década de 1980, a indústria de transformação respondia por cerca de 27% do PIB nacional; hoje, não passa de 11%. O fenômeno, conhecido como desindustrialização precoce, reduz a capacidade de gerar tecnologia local e amplia a dependência de bens manufaturados importados. Enquanto isso, produtos como soja, minério de ferro e petróleo bruto compõem mais de 60% da pauta exportadora, quase sem beneficiamento.
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Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo