Queda de quase 1 ponto percentual reacende debate sobre política de preços
Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec) — O órgão divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor da Argentina avançou 2,6% em abril, recuando 0,8 ponto percentual em relação a março. A moderação, apesar de tímida, já mobiliza analistas que enxergam espaço para reprecificação de ativos atrelados ao peso.
- Em resumo: inflação mensal desce a 2,6%, mas acumulado em 12 meses ainda pressiona, atingindo 32,4%.
Transporte puxa custos mesmo com desaceleração geral
O grupo Transporte encabeçou as altas, subindo 4,4% após sucessivos reajustes de combustíveis, segundo o Indec. Educação (+4,2%) e Comunicação (+4,1%) completam o pódio. Conforme levantamento da Reuters, o governo argentino intensificou acordos de preços com empresas de energia para conter repasses adicionais.
“O índice de preços ao consumidor (CPI) da Argentina teve alta de 2,6% em abril ante março”, destaca o boletim oficial do Indec divulgado em 14 de maio.
Inflação anual segue acima de 30% e desafia política monetária
Mesmo com o alívio mensal, o avanço de 32,4% em 12 meses mantém a Argentina entre as maiores taxas da América Latina — bem acima da meta de 2% a 6% adotada por pares como Brasil e Chile nos últimos anos. Desde 2020, o Banco Central argentino elevou os juros básicos para perto de 40% ao ano, tentando ancorar expectativas e segurar a fuga de capitais.
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