Liberação de capital pode tornar Londres mais atraente para fintechs cripto
Banco da Inglaterra (BoE) – Em declarações dadas na última quinta-feira (14), a autoridade monetária admitiu rever a proposta que obrigava emissores de stablecoins a manter 40% das reservas em caixa, sinalizando que o percentual pode cair para 20% e aliviar a pressão de custo sobre o setor.
- Em resumo: corte de 40% para 20% nas reservas em dinheiro pode economizar até £11,2 milhões anuais por cada £1 bilhão emitido.
Disputa regulatória promete ganhar força entre Reino Unido, EUA e União Europeia
A vice-governadora Sarah Breeden reconheceu que o modelo inicial era “excessivamente conservador” após consultas da indústria. Segundo a Reuters, o BoE quer evitar fuga de projetos para jurisdições com regras mais brandas, como as previstas pelo MiCA na União Europeia ou pelos reguladores norte-americanos.
“Vamos analisar cuidadosamente para ver se fomos excessivamente conservadores em nosso pensamento”, disse Breeden, citando o pânico de liquidez que derrubou o Silicon Valley Bank em 2023.
Quanto vale a flexibilização para o bolso dos emissores – e dos usuários
Pelos cálculos da plataforma Range, manter 40% em caixa retira dos emissores britânicos a possibilidade de aplicar cerca de 20 pontos percentuais a mais em títulos do Tesouro, que hoje rendem 4% ao ano. A redução para 20% coloca o Reino Unido mais próximo do padrão adotado pela Circle, que mantém 88% das reservas do USDC em ativos geradores de juros.
Globalmente, as stablecoins movimentam mais de US$ 140 bilhões, segundo dados da CoinMarketCap. Caso Londres adote um regime competitivo, analistas veem potencial para reter emissões lastreadas em libra esterlina, evitando que projetos migrem para hubs como Dublin ou Luxemburgo.
Como isso afeta o seu bolso? Taxas menores de custódia tendem a baratear transferências internacionais e pagamentos em libra digital. Acompanhe de perto a próxima consulta pública: qualquer mudança impactará custos de câmbio e uso de stablecoins no varejo. Para mais detalhes sobre inovação financeira, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco da Inglaterra