Gestora vê aperto de oferta global e recalibra proteção na commodity
Verde Asset Management voltou a comprar opções de petróleo e afirma que, se o impasse no Estreito de Ormuz persistir, o mercado pode encarar escassez significativa já na metade de junho, pressionando preços e, por tabela, a inflação mundial.
- Em resumo: cenário de corte na produção pode forçar “destruição de demanda” e turbinar o barril em pleno segundo trimestre.
Tensão em Ormuz reacende cobertura contra choque energético
A Casa vê risco de o Irã usar o gargalo logístico como moeda de troca, testando a tolerância de Washington. Segundo dados da Reuters, cerca de 20% do petróleo marítimo mundial atravessa o estreito diariamente; qualquer bloqueio parcial já seria suficiente para deslocar oferta e disparar preços.
“Em meados de junho podemos entrar numa fase mais aguda de necessidade de destruição de demanda”, alerta a carta mensal do fundo.
Histórico recente e reflexo direto na inflação
O Brent já tocou US$ 104 em abril, pico que não era visto desde 2023. Nos últimos 12 meses, a cotação acumulou alta próxima de 18%, impulsionada por cortes coordenados da Opep+. Se o barril romper novas resistências, analistas calculam que cada US$ 10 adiciona até 0,4 ponto percentual ao IPCA brasileiro — efeito sentido na bomba de combustível e no custo do frete.
Como isso afeta o seu bolso? Uma disparada prolongada encarece transportes, alimentos e energia, corroendo o poder de compra e elevando expectativas de juros. Para aprofundar o tema e acompanhar as próximas decisões de política monetária, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / AFP