Mercado de energia fica em alerta máximo com possível volta das tensões no Golfo
Casa Branca – A nova proposta de 14 pontos enviada por Teerã, mediada pelo Paquistão, foi confirmada no fim de semana e já está sob análise, mas o presidente Donald Trump sinalizou pouca fé em um acordo, mantendo aceso o risco de novas interrupções logísticas no Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.
- Em resumo: qualquer fracasso nas tratativas pode encarecer o barril e impactar combustíveis, inflação e câmbio no Brasil.
Por que Ormuz virou o termômetro do bolso do consumidor?
O cessar-fogo de três semanas segurou a cotação do Brent perto da estabilidade, mas a simples menção de Trump a um “plano” para reabrir o corredor elevou o volume de contratos na B3 e em Londres, segundo dados compilados pela Reuters.
“É improvável que a proposta seja aceitável; o Irã ainda não pagou o preço adequado”, escreveu Trump em rede social, lançando dúvida sobre um desfecho rápido.
Sanções, navios desviados e o efeito cascata nos preços
Em paralelo, Washington alertou companhias marítimas de que poderá sancionar pagamentos – inclusive em ativos digitais – destinados ao Irã para garantir passagem segura. Desde 13 de abril, 48 embarcações já foram orientadas a dar meia-volta por forças do Centcom. A menor oferta física num corredor tão estratégico costuma desencadear repasse quase imediato nas bombas.
Historicamente, cada 10% de aperto na oferta do Golfo Pérsico elevou o Brent entre 3% e 5% em eventos como 2019 e 2020, reforçam analistas de commodities. Se o bloqueio naval se prolongar, distribuidoras brasileiras podem rever tabelas e pressionar ainda mais o IPCA, que já sente o impacto da gasolina desde março.
Como isso afeta o seu bolso? Uma escalada em Ormuz tende a encarecer combustível, frete e, por consequência, alimentos e serviços. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Associated Press