Indicação de alívio chega em meio à queda de popularidade do governo Milei
Indec (Instituto Nacional de Estatística da Argentina) — O órgão reportou que o índice de preços ao consumidor avançou 2,6% em abril, a primeira desaceleração em 11 meses, trazendo um raro respiro ao mercado e às finanças das famílias argentinas.
- Em resumo: inflação anual cedeu de 32,6% para 32,4%, com combustíveis e educação ainda pressionando.
Combustíveis puxam mas não impedem trégua nos preços
A alta de 4,4% no transporte, impulsionada pelos combustíveis, foi a maior entre as categorias, segundo o levantamento da Reuters. Ainda assim, o pacto informal do governo com a estatal YPF para segurar os reajustes ajudou a evitar um avanço maior, enquanto o imposto sobre combustíveis segue suspenso.
“O pior ficou para trás; os melhores meses começam em junho”, projetou o ministro da Economia, Luis Caputo, ao antecipar o resultado inflacionário.
O que explica a virada e quais riscos permanecem
A freada ocorre após picos ligados ao choque do petróleo provocado pelo conflito no Irã e aos reajustes do calendário escolar. Historicamente, a Argentina alterna períodos de forte aceleração com programas de choque; em 2021, por exemplo, o índice mensal chegou a tocar 1,5%, a mínima em sete anos, antes de retomar a escalada.
No curto prazo, a perspectiva de liberação de mais US$ 1 bilhão pelo FMI — votação prevista para a próxima semana — pode reforçar reservas internacionais e manter o peso estável, fator crucial para que a inflação siga perdendo força.
Como isso afeta o seu bolso? A menor pressão de preços reduz a necessidade de repasses cambiais e pode baratear produtos importados no Brasil. Para mais análises sobre economia regional, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Bloomberg