Vendas recordes e preços firmes impulsionam o caixa da mineradora
Vale – A gigante brasileira do minério de ferro reportou lucro líquido de US$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre de 2026, expansão de 36% sobre igual fase de 2025, em balanço divulgado recentemente.
- Em resumo: Ebitda ajustado avançou 23%, para US$ 3,83 bilhões, sustentado por volume histórico de minério de ferro para um 1º trimestre.
Alta nas cotações do minério fortalece margens
O resultado veio na esteira de um aumento de 5,5% no preço médio do minério, segundo dados citados no release. Para analistas ouvidos pela Reuters, a combinação de demanda asiática resiliente e oferta ainda apertada mantém o produto acima da marca de US$ 100 por tonelada.
“Entregamos um início sólido em 2026, refletindo nossa execução disciplinada e o desenvolvimento de projetos estratégicos em todo o portfólio”, destacou o CEO Gustavo Pimenta.
Mesmo assim, o lucro ficou ligeiramente abaixo da projeção de US$ 2 bilhões compilada pela LSEG, o que explica a cautela de parte do mercado no after-market.
Custo sob pressão do câmbio, mas projetos avançam
O custo caixa C1 do minério saltou 12% ano a ano, para US$ 23,6 por tonelada, afetado pela valorização do real. Historicamente, cada 1% de apreciação da moeda brasileira pode comprimir até 0,3 ponto percentual da margem do setor, segundo estimativas do Banco Central do Brasil.
Do lado dos investimentos, os aportes totalizaram US$ 1,09 bilhão – retração de 7% porém alinhada ao guidance de até US$ 5,7 bilhões no ano. O projeto Serra Sul +20 já tem 86% de execução e prevê entrada em operação no 2º semestre, adicionando 20 Mtpa à capacidade.
Como isso afeta o seu bolso? A robustez da Vale costuma balizar prêmios de frete, royalties de mineração e até preços de aço para a construção civil. Acompanhar a trajetória do minério é essencial para quem investe em empresas da cadeia ou planeja grandes obras. Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters