Setor de serviços lidera a expansão, mas remuneração encolhe
Ministério do Trabalho e Emprego – A nova edição da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada em 13 de maio, mostra que o Brasil encerrou 2025 com 59,971 milhões de trabalhadores formais, alta de 5% sobre 2024, movimentando expectativas de consumo e crédito para 2026.
- Em resumo: foram criadas 2,9 milhões de vagas, porém o salário médio caiu 0,5%, para R$ 4.434,38.
Serviços concentram 35,6 mi de vagas; comércio e indústria acompanham
O estoque de postos no setor de serviços saltou 7,2% e alcançou 35,695 milhões de vínculos, impulsionado sobretudo pela administração pública municipal. Comércio (10,487 mi) e indústria (9,017 mi) cresceram 1,7% cada. A leitura confirma o movimento captado em pesquisas do mercado de trabalho feitas pelo IBGE, que apontam migração de mão de obra para atividades de maior valor agregado.
“Apresentamos recentemente o menor índice de desemprego da história. Poderíamos estar em situação melhor se não fossem os juros praticados”, afirmou o ministro Luiz Marinho.
Nordeste e Norte puxam ritmo; queda salarial liga sinal de alerta
Regionalmente, o destaque foi o Nordeste, que adicionou 1,07 milhão de vínculos (10,1%), seguido do Norte, também com 10,1%. No outro extremo, o Sudeste cresceu 2,9% mas ainda concentra 47,4% dos empregos formais. Analistas veem na combinação de expansão do emprego com recuo de 0,5% na remuneração média um indício de que a disputa por postos pode manter pressão sobre salários enquanto a taxa básica de juros do Banco Central segue elevada.
Como isso afeta o seu bolso? Mais vagas significam maior oferta de renda, mas o recuo salarial pode limitar ganhos reais. Para acompanhar análises econômicas atualizadas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil