Exportadores veem risco bilionário com veto sanitário inédito
Comissão Europeia – A autoridade de comércio exterior do bloco anunciou que o Brasil ficará temporariamente fora da lista de países habilitados a vender carne bovina ao mercado europeu, citando falhas na comprovação de padrões sanitários.
- Em resumo: veto entra em vigor de imediato e pode cortar até R$ 10 bilhões em receitas anuais de exportação, segundo analistas de mercado.
Frigoríficos listados sentem o baque
A decisão acendeu o sinal vermelho em papéis de grandes processadoras. Só no pré-market, JBS e Marfrig recuavam mais de 3%, de acordo com levantamento da Reuters, refletindo o temor de perda de margens e redirecionamento de embarques.
“Bloco deixou Brasil de fora por não ter garantia de cumprimento de padrões sanitários”, diz a nota técnica divulgada em Bruxelas.
O que muda para o saldo comercial do Brasil
Embora a China siga como principal destino da proteína bovina nacional, a União Europeia paga um prêmio significativo por cortes de alto valor agregado. Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), o bloco respondeu por cerca de 7% das exportações brasileiras de carne bovina no ano passado. A perda desse mercado pode enxugar o superávit da balança comercial em até 0,3 ponto percentual do PIB, estimam consultorias.
Como isso afeta o seu bolso? A restrição pode encarecer o preço da arroba no mercado interno e impactar ações ligadas ao agronegócio na B3. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo