Futuros em NY ganham fôlego em meio a dados de varejo e tensão geopolítica
Federal Reserve (Fed) – Às 7h40 de Brasília, os contratos futuros do Dow Jones subiam 0,60%, espelhando a cautela do mercado com a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, enquanto investidores avaliam se os números de vendas no varejo e os discursos de dirigentes do banco central americano irão alterar a rota dos juros.
- Em resumo: Dow Jones, S&P 500 (+0,25%) e Nasdaq (+0,20%) operam no azul antes de dados-chave que podem mudar expectativas de política monetária.
Bolsas avançam; petróleo sente o impasse entre EUA e Oriente Médio
Mesmo com o impulso nos índices, o petróleo segue volátil: WTI recuava 0,15%, a US$ 100,89, e Brent caía 0,10%, a US$ 105,53. De acordo com análise da Reuters, temores de que o conflito no Oriente Médio atinja instalações de produção mantêm o prêmio de risco sobre a commodity.
“Os preços da commodity podem permanecer elevados, já que não há sinais de um acordo diplomático iminente entre EUA e Irã”, destaca Samer Hasn, da XS.com.
Para a B3, o movimento nas cotações do petróleo é relevante porque interfere na precificação das ações de grandes petroleiras brasileiras e, por consequência, no Ibovespa.
Rendimentos dos Treasuries cedem; dólar perde força, mas DXY segue perto de 98 pts
Após três sessões de alta, os juros dos títulos do Tesouro norte-americano recuam: a T-note de 2 anos rendia 3,969%, a de 10 anos 4,455% e o T-bond de 30 anos 5,026%. Embora o alívio seja pontual, o rendimento da T-note de 10 anos ainda flerta com os maiores níveis desde 2007, refletindo expectativas de inflação persistente.
No câmbio, o dólar apresentava leve estabilidade: euro a US$ 1,170, libra a US$ 1,351 e iene em 157,90 por dólar. O índice DXY marcava 98,52 pontos (+0,02%). Historicamente, patamares próximos a 100 pontos tendem a pressionar moedas emergentes e, no Brasil, podem elevar o custo de importados, impactando inflação e juros.
Como isso afeta o seu bolso? Uma leitura robusta das vendas no varejo hoje pode reacender apostas de alta de juros pelo Fed, o que encarece crédito global e pode refletir no custo de financiamento de empresas brasileiras. Para mais análises do pregão e dos impactos em ações locais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Dow Jones