Inovação promete acelerar o retorno financeiro da energia superquente
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – A perfuração a laser entrou no radar do setor elétrico como alternativa para abrir poços geotérmicos a temperaturas extremas, reduzindo o gasto com equipamentos e o tempo de obra, fatores que mais pesam no orçamento de usinas de energia renovável.
- Em resumo: feixes de alta potência substituem brocas mecânicas, eliminam paradas de manutenção e podem encolher o CAPEX de novos projetos.
Laser reduz CAPEX e OPEX em profundidades extremas
Numa perfuração convencional, trocas de brocas metálicas podem consumir até 30 % do orçamento de um poço. Com o laser, o feixe de luz sublima a rocha e cria um canal vitrificado, cortando dias de parada e o desgaste físico dos cabos. Segundo levantamento da Reuters sobre investimentos geotérmicos, cada dia parado em poços de alta entalpia custa, em média, US$ 500 mil às operadoras.
A tecnologia “promove a desintegração da rocha por fototermólise, eliminando o atrito que deteriora equipamentos convencionais”, descreve o estudo técnico da pasta de Ciência e Tecnologia.
O que muda para investidores, elétricas e fundos verdes
Historicamente, a perfuração responde por cerca de 40 % do custo total de uma usina geotérmica, estimado entre US$ 4 e US$ 6 milhões por megawatt instalado. Ao dispensar brocas físicas e reduzir a necessidade de revestimentos metálicos, o laser promete enxugar essa fatia e melhorar o payback dos empreendimentos, alvo de fundos de infraestrutura verde em busca de ativos de fluxo estável.
Incentivos fiscais para tecnologias de baixo impacto, já previstos na Lei nº 14.120, podem ampliar a margem de ganho, principalmente se o equipamento atender às normas de certificação do Inmetro sem exigir retrofits caros.
Como isso afeta o seu bolso? Menos custos na base significa energia potencialmente mais barata na ponta e novas janelas de rentabilidade para quem mira dividendos do setor elétrico. Para acompanhar outros movimentos que mexem com tarifas e investimentos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação