Tensão geopolítica e números de preços nos EUA puxam o freio do mercado cripto
Federal Reserve (Fed) – A maior criptomoeda do mundo opera abaixo de US$ 80 mil nesta quinta-feira (14) em meio ao duplo choque de inflação acima do esperado nos Estados Unidos e do aviso de Pequim a Washington sobre Taiwan, fator que aumentou a aversão a risco.
- Em resumo: Bitcoin recua 1,9% a US$ 79.607, com suporte crítico em US$ 78 mil.
Inflação e Taiwan derrubam ativos digitais
O Índice de Preços ao Produtor (PPI) avançou 1,4% em abril, quase o triplo da estimativa, reforçando a leitura de alta persistente nos custos e reduzindo as apostas de corte de juros pelo Fed ainda no primeiro semestre.
“A questão de Taiwan é a mais importante nas relações China-EUA. Se mal administrada, as nações podem colidir”, alertou o presidente Xi Jinping ao encontrar Donald Trump em Pequim.
Com o clima tenso, Ethereum cai 2,3% a US$ 2.260, Solana despenca 4,7% e XRP perde 2%. O movimento destoa do pregão estável das bolsas de Nova York, sinalizando que o mercado cripto voltou a se comportar como ativo de risco extremo.
Suporte em US$ 78 mil vira linha de vida dos compradores
Analistas técnicos lembram que o patamar de US$ 78 mil serviu de piso no início de maio, logo antes da escalada para US$ 82 mil. Uma violação colocaria em xeque a “tese dos compradores estruturais” e reabriria o risco de capitulação observado no fim de abril.
Historicamente, meses que antecedem o halving — redução na recompensa de mineração prevista para 2025 — costumam registrar fortes oscilações. Em 2020, por exemplo, o BTC retraiu 50% em março antes de iniciar alta de mais de 300% até o fim do ano.
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Crédito da imagem: Divulgação / Portal do Bitcoin