Investidores correm para proteção enquanto dados de preços desafiam previsões
Banco Central do Brasil – Às 9h04 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,19%, cotado a R$ 4,901, em sintonia com a busca global por ativos considerados seguros diante da instabilidade no Oriente Médio e da divulgação de novos números de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.
- Em resumo: a moeda já supera o patamar de R$ 4,90, elevando custos de importados e pressionando empresas dependentes de insumos externos.
Forte demanda por segurança impulsiona moeda americana
O recrudescimento das hostilidades entre Israel e Irã voltou a disparar ordens de compra de dólar, tradicional refúgio em cenários de conflito. Segundo dados compilados pela Reuters, o índice DXY, que mede o desempenho da divisa frente a seis pares fortes, também operava no terreno positivo.
Às 9h04, o dólar à vista subia 0,19%, a R$ 4,901, enquanto o contrato futuro para junho ganhava 0,23%, a R$ 4,923.
Inflação reacende debate sobre Selic e juros nos EUA
Internamente, o IPCA de abril registrou alta de 0,67% sobre março, ligeiramente abaixo do consenso (0,69%) mas ainda suficiente para manter a variação anual em 4,39%, acima do centro da meta. Historicamente, cada 1 ponto percentual extra de inflação pode implicar custo adicional de até R$ 15 bilhões na rolagem da dívida pública, segundo cálculos do Ministério da Fazenda divulgados no início do ano.
Nos EUA, a expectativa é de que o Federal Reserve mantenha os Fed Funds no intervalo de 5,25%-5,50% por mais tempo, sinalizando menor espaço para cortes. Esse cenário combinado – Selic em trajetória de queda e juros estáveis lá fora – reduz o diferencial de retornos e desafia o real.
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Crédito da imagem: Divulgação / Bloomberg