Mercado reavalia risco eleitoral e repercute juros dos EUA
Banco Central do Brasil – A moeda norte-americana abriu a sessão desta quinta-feira em baixa de 0,25%, negociada a R$ 4,996, após superar os R$ 5,00 no dia anterior em meio ao turbilhão político envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.
- Em resumo: alívio pontual leva o câmbio de volta à casa dos R$ 4,90, mas a volatilidade segue elevada.
O que derrubou a cotação logo na abertura?
Analistas apontam que a notícia sobre possíveis fragilidades na candidatura de Flávio reduziu, por ora, a percepção de ruptura fiscal futura. Ao mesmo tempo, o mercado monitora o rendimento dos Treasuries de 10 anos, que ronda 4,45%, segundo dados da Reuters, fator que normalmente sustenta o dólar no exterior.
“Qualquer sinal de menor polarização no pleito diminui prêmio de risco e permite correção momentânea no câmbio, ainda que o pano de fundo global continue desfavorável”, resume um operador de mesa em São Paulo.
Contexto histórico e impacto no bolso do investidor
A marca de R$ 5,00 virou linha psicológica desde 2020: sempre que rompida, pressiona preços de combustíveis, eletrônicos e viagens internacionais. Em 2024, a moeda oscilou entre R$ 4,78 (mínima de março) e R$ 5,15 (máxima de abril), refletindo a combinação de juros norte-americanos altos e incertezas fiscais domésticas.
Como isso afeta o seu bolso? Quem tem despesas em dólar ganha fôlego momentâneo, mas importadores e turistas devem manter cautela enquanto o Federal Reserve sinaliza que cortes de juros podem ficar para 2025. Para mais análises de câmbio e política econômica, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters