Recuperação relâmpago põe em xeque estratégias de proteção de criptoativos
Anthropic – A desenvolvedora do modelo Claude virou assunto nas redes após um investidor afirmar que a IA localizou a senha de uma carteira com 5 BTC, inacessível havia 11 anos, liberando cerca de R$ 2 milhões.
- Em resumo: Inteligência artificial leu arquivos antigos, indicou a frase mnemônica correta e destravou os fundos.
Do fracasso de softwares tradicionais ao “insight” da IA
Antes da reviravolta, o proprietário tentou ferramentas como btcrecover e Hashcat, conhecidas por testar combinações de senhas. Nada funcionou. A mudança ocorreu quando ele enviou ao Claude um pacote de documentos guardados desde a faculdade; segundo o relato, o modelo destacou um arquivo ligado a uma anotação antiga, etapa decisiva para recuperar o acesso. Embora não haja evidência de quebra de criptografia, especialistas ouvidos pela Reuters explicam que o ganho está na “triagem forense”: a IA organiza grandes volumes de dados e aponta padrões que humanos levam horas para notar.
“O Claude provavelmente correlacionou datas, formatos de senha e atalhos pessoais do usuário, reduzindo o universo de tentativas até chegar à combinação exata”, avalia um analista de cibersegurança.
Por que o caso mexe com o mercado de criptomoedas?
Dados do Chainalysis indicam que cerca de 20% dos bitcoins emitidos podem estar perdidos em carteiras sem chave. Episódios como este mostram que modelos de linguagem avançados podem se tornar aliados — ou ameaças — dependendo do lado da tela. Para quem mantém criptos a longo prazo, a notícia reforça duas lições: guardar frases-semente fora da nuvem e revisar senhas periodicamente. Vale lembrar que, diferente de bancos tradicionais protegidos pelo FGC, carteiras descentralizadas não oferecem ressarcimento em caso de extravio.
Como isso afeta o seu bolso? A facilidade de recuperação pode aumentar a oferta circulante de moedas “dormindo” e influenciar a liquidez do mercado. Para acompanhar mais estratégias de proteção digital, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Anthropic