Capacidade inédita pressionava rotas e prêmios de frete de petróleo
Sumitomo Heavy Industries — Construído no Japão, o superpetroleiro Seawise Giant redefiniu a logística do petróleo ao carregar, em cada travessia, energia capaz de abastecer um país de médio porte, mudando a dinâmica de prêmios de frete e seguros marítimos desde seu lançamento.
- Em resumo: Uma única viagem transportava mais de 4 milhões de barris, alterando a oferta global de curto prazo.
Carga de 4 milhões de barris alterava prêmios de risco
Com 564 mil toneladas de peso morto, o navio era tão grande que não cabia no Canal de Suez, obrigando desvios pelo Cabo da Boa Esperança e elevando custos de travessia. Segundo dados da Bloomberg, cada dia extra de rota em um ULCC como esse pode adicionar até 3% ao custo final do barril quando o Brent está acima de US$ 80.
A embarcação media 458 m de comprimento e demandava quilômetros para parar completamente, registram documentos de época.
Por que a indústria abandonou os mega ULCCs
Após o choque do petróleo dos anos 1970, a demanda por navios enormes caiu. Regras ambientais mais rígidas da Organização Marítima Internacional e a busca por flexibilidade encareceram a operação de cascos gigantes. Navios menores atravessam canais estratégicos, reduzem prêmios de seguro e diluem riscos de acidentes custosos.
Relatórios do IBGE mostram que o transporte marítimo responde por até 7% do custo da energia no PIB brasileiro; por isso, a indústria migrou para frotas que combinam escala e mobilidade, maximizando retorno sobre o capital investido.
Como isso afeta o seu bolso? Oscilações no frete marítimo impactam diretamente o preço da gasolina e do diesel nas bombas. Para entender outras forças que mexem com o seu orçamento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Sumitomo Heavy Industries