Projeção eleva apetite de exportadores e pressiona estratégia cambial
Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) – Em relatório divulgado na última terça-feira (12), o órgão estimou que o Brasil colherá 139 milhões de toneladas de milho na safra 2026/27, superando as 135 mi t atuais e mantendo o país no radar dos traders de grãos.
- Em resumo: Oferta maior pode reforçar fluxo de dólares via exportações e mexer na formação de preço interno.
Exportações brasileiras sobem, enquanto EUA perdem terreno
A projeção do USDA indica avanço nas vendas externas do Brasil de 43 mi t para 44 mi t, enquanto as remessas norte-americanas devem encolher 5%, para 3,2 bilhões de bushels, segundo a Reuters. A participação dos EUA no comércio global, portanto, recua, abrindo espaço para concorrentes sul-americanos.
O USDA destaca que “mesmo com a perda de share, os Estados Unidos continuam sendo o maior exportador absoluto de milho, mas o Brasil avança de forma consistente no último quinquênio”.
Estoque mundial encolhe e mercado vigia formação de preços
Apesar do ganho brasileiro, a produção global deve cair para 1,295 bilhão t, segunda maior marca da história, mas os estoques finais encolherão a 277,5 mi t — o nível mais baixo desde 2013/14. Historicamente, cortes de inventário coincidem com maior volatilidade nas cotações da B3 e em Chicago.
Como isso afeta o seu bolso? Mais milho disponível aqui pode conter o preço do farelo e da ração, mas a pressão cambial pode repassar custos; produtores e investidores devem monitorar o dólar agro. Para mais análises sobre economia e política agrícola, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS