Um rombo de R$ 5 milhões reacende dúvidas sobre a rentabilidade das fintechs
PagBank – No balanço do 1T26, a fintech reportou lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões, R$ 5 milhões aquém do consenso de R$ 580 milhões da London Stock Exchange Group. A diferença, embora sutil, bastou para empurrar o papel a uma queda de 8,64% às 11h26 e de 9,61% (US$ 8,85) às 15h47 na Nyse, sinalizando aversão a risco entre gestores.
- Em resumo: desvio de 0,9% no lucro cortou perto de US$ 450 milhões em valor de mercado.
Lucro abaixo do consenso trava apetite de Wall Street
Apesar de a receita líquida crescer 6%, a R$ 3,3 bilhões, e o ROAE avançar 80 p.b., para 15,8%, o movimento de venda se espalhou por outras ADRs de fintechs brasileiras, com perdas de 2% a 9%. Analistas ouvidos pela Reuters lembram que, em um ambiente de juros altos, qualquer surpresa negativa nos resultados penaliza múltiplos de crescimento.
“Estamos olhando para um número provavelmente mais próximo de 13,50%”, afirmou o CEO Carlos Mauad ao recalibrar a projeção para a Selic.
Selic mais alta e crédito em expansão: combinação arriscada?
O PagBank encerrou março com carteira de crédito 36% maior e depósitos somando R$ 42 bilhões. Historicamente, ciclos de aperto monetário comprimem margens de bancos digitais, que dependem de funding mais caro. Em 2023, por exemplo, o custo de captação subiu 1,5 p.p., segundo dados do Banco Central do Brasil.
Como isso afeta o seu bolso? Se a Selic estacionar perto de 13,50%, taxa insinuada pela diretoria, linhas de crédito ao consumidor tendem a ficar mais onerosas, encarecendo parcelas de cartão e financiamento. Para acompanhar os próximos movimentos das fintechs listadas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / PagBank