Escalada cambial e queda da bolsa acendem alerta sobre inflação e investimentos
Federal Reserve (Fed) – A decisão de manter os juros entre 3,50% e 3,75% nos Estados Unidos, anunciada na última quarta-feira (29), desencadeou uma corrida defensiva que elevou o dólar a R$ 5,001 e puxou o Ibovespa para 184.750 pontos, uma queda de 2,05%.
- Em resumo: câmbio acima de R$ 5 pressiona custos de importação enquanto o principal índice da B3 registra a maior perda diária desde março.
Risco geopolítico turbina petróleo e aprofunda aversão a risco
Além do aperto monetário global, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã fez o barril Brent saltar 5,78%, fechando a US$ 110,44, patamar que agrava temores inflacionários. Segundo dados compilados pela Reuters, cada avanço de US$ 10 no preço do petróleo pode adicionar até 0,4 ponto percentual à inflação mundial.
“O Ibovespa recuou ao menor nível desde 30 de março, ampliando perdas semanais para 3,14% e mensais para 1,45%, apesar de ainda acumular alta de 14,66% no ano.” – B3
Câmbio acima de R$ 5: impacto direto no bolso e nos juros
Com o dólar no maior valor em meses, aumentam os custos de produtos importados, combustíveis e componentes industriais. Esse repasse encarece a cesta de consumo das famílias e pressiona a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que já reduziu a Selic para 14,5% ao ano após o fechamento do pregão.
Como isso afeta o seu bolso? Dólar alto tende a elevar preços de eletrônicos, medicamentos e passagens aéreas, além de mexer com o rendimento de aplicações indexadas ao câmbio. Para acompanhar a cobertura completa sobre mercado e ações, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil