Alívio pontual em alimentos reduz pressão imediata no orçamento
Fundação Getulio Vargas (FGV) – Na primeira quadrissemana de maio, o IPC-S registrou alta de 0,75%, abaixo dos 0,88% vistos na leitura anterior, sinalizando um breve respiro no ritmo inflacionário das principais capitais brasileiras.
- Em resumo: Seis das sete capitais pesquisadas mostraram desaceleração, puxadas por menor alta em alimentação e transportes.
Capitais do Sudeste lideram a freada nos preços
Rio de Janeiro passou de 1,18% para 1,02% e São Paulo recuou de 0,78% para 0,68%, indicando que as praças com maior peso no consumo nacional começam a sentir o efeito de oferta mais farta de alimentos perecíveis e de uma gasolina menos pressionada, segundo dados do Banco Central.
O IPC-S subiu 0,75%, resultado inferior aos 0,88% da última quadrissemana – FGV.
Por que a desaceleração não garante trégua prolongada
Ainda que o índice semanal venha perdendo fôlego desde março, ele continua acima do piso de 0,50% observado no primeiro bimestre. Historicamente, maio costuma trazer variação mais moderada nos preços alimentícios, mas despesas de serviços – influenciadas pelo reajuste de salários e pela demanda aquecida – tendem a ganhar força no segundo semestre, o que pode recolocar o IPC-S em trajetória de alta.
Segundo o Relatório Focus, a mediana das projeções para o IPCA de 2024 permanece em 3,71%, refletindo expectativa de que o Banco Central mantenha o ciclo de cortes da Selic em ritmo mais cauteloso. Como isso afeta o seu bolso? Se a desaceleração persistir, o poder de compra ganha fôlego; caso contrário, a curva de juros futuros tende a subir, pressionando crédito e investimentos. Para mais detalhes sobre esta dinâmica, acesse nossa editoria especializada.
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