Fundos ainda estão vendidos e podem acelerar a alta
WHG – Em análise divulgada recentemente, a gestora aponta que o S&P 500 voltou a marcar máximas históricas mesmo após a escalada de tensão no Oriente Médio, sustentado por lucros acima do previsto e pela postura ainda defensiva de grandes fundos quantitativos.
- Em resumo: Tecnologia respondeu por mais de 50% do avanço dos lucros, enquanto petroleiras dobraram ou triplicaram resultados.
Tecnologia surpreende e petróleo dobra ganhos
A fabricante de chips Micron foi a estrela da temporada: sozinha, garantiu mais da metade do crescimento de earnings desde o início da crise, de acordo com dados compilados pela WHG e citados em transmissão do programa Expert Talks. No outro extremo, mesmo com peso modesto no índice, as petrolíferas entregaram números que ampliaram em 4 a 5 pontos percentuais as projeções de lucro do benchmark americano.
“Fundos sistemáticos estavam fortemente vendidos no auge do conflito e só recompraram parte da exposição”, resume Gustavo Campanha, gestor de ações globais da WHG.
O que muda se Warsh assumir o Fed
Os especialistas da casa alertam para o barulho político em torno de Kevin Warsh, nome ventilado por Donald Trump para comandar o Federal Reserve. O ex-diretor do Fed defende duas quebras de paradigma: incorporar ganhos de produtividade da inteligência artificial nas projeções e substituir o índice de preços usado como referência de meta – hoje o núcleo do PCE.
No curto prazo, porém, cortes de juros parecem distantes. Pressionada pelo petróleo, a inflação deve manter o banco central em compasso de espera. A WHG trabalha com alívio monetário apenas em 2027, mantendo o dólar forte no radar dos emergentes.
Como isso afeta o seu bolso? A combinação de lucros robustos e liquidez contida pode prolongar a maré alta das ações americanas, mas também deixa o mercado sensível a qualquer surpresa do Fed. Para entender outros movimentos de Wall Street, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / WHG