Mercado prende a respiração antes do veredito sobre os juros brasileiros
Banco Central do Brasil — Na reunião que acontece nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) pode mudar o custo do crédito já no próximo boletim bancário, enquanto investidores ainda digerem os números abaixo do esperado de Vale (VALE3) e Santander (SANB11).
- Em resumo: corte menor na Selic e lucros fracos reforçam cautela na B3.
Juros em foco: alívio menor exige nova estratégia de renda fixa
Economistas veem a autoridade monetária inclinada a reduzir a taxa básica em apenas 0,25 ponto, sinalizando que o ciclo de cortes pode terminar antes do previsto, segundo estimativas compiladas pela Reuters. A indefinição externa — guerra no Oriente Médio e possível alta do petróleo — mantém o Federal Reserve em compasso de espera, elevando a pressão sobre emergentes.
O banco Inter elevou a projeção para a Selic de 12,00% para 12,75% ao ano, refletindo “inflação resiliente e cenário global adverso”.
Resultados corporativos turvam o humor: mineradora e banco desapontam
No balanço trimestral, a Vale reportou lucro líquido de US$ 1,893 bilhão, queda que derrubou as expectativas e expôs o peso dos metais básicos na margem. Já o Santander Brasil registrou lucro recorrente menor e rentabilidade distante das metas, reforçando a percepção de que a inadimplência segue pressionada pelo juro alto.
Historicamente, períodos de desaceleração do minério de ferro comprimem margens da mineradora — em 2023, por exemplo, o EBITDA da Vale recuou 30% na comparação anual. Entre os bancos, a última vez que o ROE do Santander ficou tão baixo foi em 2016, auge da recessão.
Como isso afeta o seu bolso? Menor espaço para cortes de juros encarece financiamentos e reduz o fôlego das ações sensíveis à economia doméstica, enquanto dividendos de gigantes podem encolher. Para aprofundar a análise sobre o efeito desses movimentos no portfólio, acesse nossa editoria de Mercado & Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central