Suspensão temporária de cotas mira rebanho mais enxuto em 75 anos
Casa Branca – Em decisão aguardada pelo setor agropecuário, o governo dos Estados Unidos deve flexibilizar, ainda nesta segunda-feira (11), as restrições de importação de carne bovina, numa tentativa urgente de reduzir os preços que avançam nos supermercados norte-americanos.
- Em resumo: Decreto autoriza entrada de mais carne bovina com tarifas reduzidas, aliviando oferta interna.
Tarifa menor busca frear inflação alimentar
A medida, segundo fontes ouvidas pela Reuters, inclui suspender, por tempo limitado, as cotas tarifárias vigentes e ampliar linhas de crédito da Small Business Administration a pecuaristas que enfrentam custos crescentes.
“O rebanho bovino dos EUA atingiu o menor nível em 75 anos e os preços da carne seguem em alta”, revelou um funcionário da Casa Branca.
Contexto global e impacto para exportadores
O estreitamento da oferta não é recente: dados do Departamento de Agricultura norte-americano mostram queda consistente no plantel desde 2020, reflexo de seca prolongada e altos custos de ração. Ao abrir o mercado, Washington sinaliza que países com excedente – entre eles o Brasil, maior exportador mundial – poderão preencher essa lacuna e, potencialmente, capturar fatias de mercado deixadas por fornecedores tradicionais.
Numa leitura macroeconômica, maior importação tende a aliviar o índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA, minimizando pressões sobre o Federal Reserve no debate sobre juros. Para o produtor brasileiro, a demanda extra pode sustentar cotações do boi gordo em plena entressafra, reforçando receitas em dólar.
Como isso afeta o seu bolso? Se o fluxo de compras se confirmar, a valorização da arroba pode chegar aos supermercados brasileiros, enquanto investidores veem oportunidade nas ações ligadas ao frigorífico. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / AP Photo