Alta no combustível ameaça rotas regionais e encarece o setor
Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) – Em nota divulgada recentemente, a entidade alertou que o terceiro aumento consecutivo no querosene de aviação (QAV) aplicado pela Petrobras eleva o principal insumo das companhias aéreas a um patamar 100% superior ao de antes dos conflitos no Oriente Médio, agravando o risco de cortes de voos e bilhetes mais caros.
- Em resumo: reajuste de 18% acrescenta R$ 1,00 por litro e será parcelado em seis vezes a partir de julho de 2026.
Reajuste da Petrobras intensifica pressão sobre custos das companhias
A Petrobras informou que segue a fórmula de paridade internacional em vigor há mais de duas décadas, prática que vincula o preço do QAV às oscilações do Brent e do câmbio. Dados compilados pela Reuters mostram que, só em 2026, o combustível acumula três aumentos sucessivos.
“O impacto é gravíssimo para a conectividade do País”, reforçou a Abear, lembrando que o QAV responde por até 40% das despesas operacionais de uma companhia aérea.
Repasse ao consumidor e reflexo na economia do turismo
Historicamente, as passagens aéreas reagem com defasagem de poucas semanas aos choques de QAV. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE, a tarifa aérea já subiu 34% nos últimos 12 meses, tendência que pode se acelerar caso o setor não absorva parte do novo custo.
Além do bolso do viajante, a alta compromete rotas regionais com menor demanda, justamente as que dependem de incentivos para manter a malha ativa. Especialistas lembram que, em 2022, quando o QAV também disparou, diversas frequências foram suspensas e aeroportos de pequeno porte sofreram retração de fluxo.
Como isso afeta o seu bolso? Se o repasse for integral, analistas estimam aumento médio de 7% nas tarifas já no próximo trimestre. Para acompanhar os desdobramentos e estratégias das companhias, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters