Exportações aliviam fraqueza doméstica e reacendem produção
S&P Global — O PMI da indústria brasileira saltou para 52,6 em abril, maior leitura em 14 meses, sinalizando expansão no setor mesmo com o conflito no Oriente Médio pressionando custos e preços.
- Em resumo: Exportações puxam produção e abrem novas vagas, mas insumos ficam mais caros.
Demanda externa vira motor das fábricas brasileiras
O pico no indicador foi sustentado pelo avanço das encomendas vindas de Argentina, Itália, México e Polônia, de acordo com pesquisa citada pela Reuters. Empresas brasileiras aproveitaram tarifas norte-americanas sobre concorrentes para ganhar terreno em novos mercados.
“Abril trouxe impulso bem-vindo aos volumes de produção graças à demanda externa, mas o mercado interno continua fraco”, avaliou Pollyanna De Lima, da S&P Global Market Intelligence.
Inflação de custos pressiona margens e chega ao consumidor
A guerra no Oriente Médio elevou frete, petróleo e combustíveis, levando a maior inflação de insumos desde a pandemia. Embora as fábricas tenham repassado parte da alta, ainda absorveram custos para não perder pedidos, o que pode limitar margens nos próximos trimestres.
Historicamente, cada ponto acima de 50 no PMI indica aceleração da atividade. Em ciclos anteriores, leituras acima de 52 coincidiram com expansão de 2% a 3% no PIB industrial, mas analistas alertam que o aperto de custos pode moderar esse efeito, especialmente se a Selic se mantiver em patamar elevado.
Como isso afeta o seu bolso? A retomada industrial tende a gerar empregos formais e sustentar renda, mas o repasse de custos pode encarecer eletrodomésticos, veículos e bens de consumo. Para mais detalhes sobre o cenário econômico, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / The New York Times