Mercados aguardam sinal do bloco sobre oferta de energia
BRICS – Reunidos em Nova Délhi nesta quinta-feira (14/05), os chanceleres do bloco debatam a escalada do conflito no Oriente Médio e o estrangulamento na oferta de petróleo, fatores que já tensionam preços, câmbio e projeções de inflação nas principais economias emergentes.
- Em resumo: conflito em Ormuz pressiona cotações do barril e ameaça encarecer transportes, alimentos e energia nos países importadores.
Barra de petróleo e inflação: o que está em jogo
Como a Índia importa quase metade do seu petróleo pelo Estreito de Ormuz, qualquer interrupção na rota pode disparar custos internos e forçar o banco central a rever metas, segundo dados compilados pela Reuters. Brasil, China e África do Sul, igualmente dependentes de insumos energéticos, monitoram o impacto dos prêmios de risco sobre o câmbio e sobre as contas públicas.
“Os conflitos em curso, as incertezas econômicas e os desafios em comércio, tecnologia e clima estão moldando o cenário global”, afirmou o ministro indiano Subrahmanyam Jaishankar na abertura do encontro.
Estrangulamento em Ormuz e o bolso do consumidor
Historicamente, cada choque de oferta que eleva o barril em 10% adiciona até 0,4 ponto percentual à inflação global ao longo de 12 meses, de acordo com estimativas do Banco Mundial. Caso a tensão persista, governos poderão recorrer a subsídios temporários ou elevar impostos sobre combustíveis para compensar receitas, medidas que impactam o poder de compra da população.
Como isso afeta o seu bolso? Se o BRICS não chegar a um consenso sobre rotas alternativas ou estoques estratégicos, o preço final da gasolina, das passagens aéreas e até do frete de alimentos pode subir nas próximas semanas. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / AFP