Incerteza jurídica pressiona reformas e pode mexer no câmbio
Palácio do Planalto – Na noite de 29 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou aliados de que fará uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) nas próximas semanas, apesar da rejeição de Messias pelo Senado, que registrou apenas 34 votos favoráveis.
- Em resumo: Lula quer cravar o sucessor no STF ainda neste mandato para evitar que o próximo governo assuma a vaga estratégica.
Rejeição histórica eleva prêmio de risco nos ativos brasileiros
A derrota expôs fissuras na base governista e elevou o alerta entre investidores: incerteza institucional costuma ampliar a aversão a risco, pressionando câmbio e juros futuros. Segundo levantamento da Reuters, decisões do STF em 2023 impactaram diretamente 18% das empresas listadas na B3.
“Lideranças não conseguiram antecipar o placar desfavorável”, admitiram auxiliares durante a reunião no Alvorada, relatando falhas na articulação política.
Por que a cadeira no STF pesa no bolso do investidor
O STF julga matérias que vão de regras fiscais a privatizações. Em 2021, por exemplo, a suspensão da privatização da Eletrobras fez o papel recuar mais de 5% num único pregão. Caso Lula indique um perfil considerado intervencionista, analistas preveem maior prêmio de risco, o que encarece o custo de captação de empresas e, por tabela, o crédito ao consumidor.
Como isso afeta o seu bolso? Mais volatilidade pode significar dólar mais caro e juros de longo prazo pressionados. Para acompanhar cada movimento político-econômico que pesa em seu orçamento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ricardo Stuckert / PR