Montadoras europeias calculam perdas enquanto Wall Street reavalia projeções
Casa Branca – Em 1º de maio de 2026, o governo dos Estados Unidos confirmou que, a partir da próxima semana, carros e caminhões fabricados na União Europeia pagarão 25% de tarifa para entrar no país, atendendo à ordem do presidente Donald Trump.
- Em resumo: a sobretaxa atinge veículos produzidos na Europa, mas isenta montadoras que já operam em solo norte-americano.
Mercado reage à guinada protecionista
Analistas lembram que o setor automotivo europeu exportou cerca de US$ 50 bilhões para os EUA em 2025, segundo dados compilados pela Reuters. Com o novo tributo, o custo final pode subir até 15% nas concessionárias, pressionando margens e preços ao consumidor.
“Tenho o prazer de anunciar que […] aumentarei as tarifas […] para 25%”, declarou Trump na Truth Social.
Por que a tarifa importa para a economia global
Essa não é a primeira vez que Washington aciona tarifas sobre automóveis: em 2019, a alíquota-ameaça de 25% foi suspensa após negociações, mas permaneceu como carta na manga na disputa comercial com Bruxelas. Agora, o movimento ocorre em meio a uma desaceleração do PIB dos EUA de 2,8% para 2,1% no último trimestre, reforçando o apelo político de proteger empregos industriais.
Para a UE, as exportações de veículos representam cerca de 7% do total vendido ao exterior. Caso não haja acordo rápido, o bloco pode retaliar com taxas sobre produtos agrícolas ou de tecnologia norte-americanos, ampliando o risco de inflação importada e volatilidade cambial.
Como isso afeta o seu bolso? Se o impasse persistir, consumidores podem ver carros europeus mais caros e ações de montadoras oscilando. Para mais detalhes sobre cenários de política comercial, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters