Brasil dispara no ranking mundial e pressiona o custo do dinheiro
Banco Central do Brasil – Após reduzir a Selic em 0,25 p.p. para 14,50% na última reunião do Copom, o país passou a ostentar juro real de 9,33%, marca que só perde para a Rússia e coloca investidores e tomadores de crédito em alerta.
- Em resumo: juro real de 9,33% deixa o Brasil com a 2ª maior taxa do planeta, muito acima da média global de 1,58%.
Ranking global escancara prêmio e risco para capital
O levantamento de Jason Vieira, da Lev Intelligence, compara 40 economias e mostra que apenas a Rússia (9,67%) supera o Brasil. México (5,09%) e África do Sul (4,62%) vêm na sequência, segundo dados compilados pela Reuters.
A taxa de juro real considera o DI para 12 meses descontado da inflação projetada de 4,34% no Focus, explicam os autores do estudo.
Custo do crédito, renda fixa e poder de compra em jogo
Para o consumidor, a combinação de Selic alta e inflação resiliente encarece linhas como rotativo do cartão e empréstimo pessoal, que costumam embutir spreads superiores a 20 p.p. Já o investidor encontra retornos robustos em produtos atrelados ao CDI e no Tesouro Selic, cujo rendimento real se mantém próximo ao recorde de 2024. Historicamente, juro real acima de 6% sinaliza aperto monetário suficiente para frear a atividade econômica, mas o conflito entre Irã e EUA adiciona incerteza às projeções de preços.
Como isso afeta o seu bolso? Você paga mais caro para financiar e, ao mesmo tempo, tem a chance de travar ganhos elevados na renda fixa. Para aprofundar-se no tema e comparar alternativas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil