Alta no combustível aéreo aponta para passagens mais caras já em junho
Petrobras anunciou, na última sexta-feira (1º), um reajuste médio de 18% no preço do querosene de aviação (QAV) ― incremento de R$ 1 por litro ― e manteve a possibilidade de parcelamento para as distribuidoras, numa tentativa de amortecer o choque para o setor aéreo.
- Em resumo: combustível que já representava 45% dos custos das companhias pode apertar ainda mais as margens e encarecer bilhetes.
Pressão vem do petróleo caro e da guerra no Irã
O aumento coincide com a escalada do barril Brent, que flerta com US$ 120, reflexo direto das tensões no Oriente Médio. Segundo levantamento da Reuters, a cotação saltou mais de 70% desde o início do conflito, elevando custos globais de energia.
“Dentro de um contexto excepcional causado por questões geopolíticas, a Petrobras oferece uma alternativa que contribui para a saúde financeira de seus clientes ao mesmo tempo em que preserva a neutralidade financeira”, informou a estatal em nota.
Parcelamento alivia caixa, mas não evita repasse ao consumidor
Assim como no reajuste de 55% registrado em abril, o aumento atual poderá ser quitado em seis parcelas, a primeira com vencimento em julho de 2026. A medida dá fôlego de curto prazo às companhias, mas não altera a dinâmica de formação de preços: a fórmula usada há mais de 20 anos busca alinhar o QAV ao mercado internacional, ainda que com algum atraso.
Historicamente, cada alta de 10% no QAV adiciona entre 1% e 2% ao valor final das passagens, segundo estimativas da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Com o reajuste de 18%, analistas já projetam pressão adicional nas tarifas justamente em período de férias escolares.
Como isso afeta o seu bolso? Você pode sentir o impacto nas próximas compras de passagens, principalmente em rotas domésticas de alta demanda. Para conferir outras movimentações que pesam no orçamento, acesse nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras