Após a quebra histórica de 2015, mercado teme novo choque de oferta
Organização Meteorológica Mundial (OMM) – Alerta publicado recentemente indica que um “Super El Niño” deve ganhar força em 2026, elevando o risco de perdas relevantes na safra brasileira de grãos e reativando a pressão sobre a inflação de alimentos antes mesmo da colheita 2026/27.
- Em resumo: Menor oferta agrícola pode encarecer a cesta básica e dificultar o trabalho do Banco Central na ancoragem das expectativas de preços.
Safra 2026/27 sob ameaça: o que os números já mostram
Modelos climáticos apontam probabilidade acima de 70% de chuvas irregulares no Centro-Oeste, eixo responsável por mais de um terço da soja e do milho do país, segundo estimativas da Reuters. Produtores relatam antecipação de contratos de hedge e recuo nos investimentos em insumos, temendo margens comprimidas.
“Super El Niño ameaça safra 2026/7 e preços”, destaca análise setorial citada no relatório original.
Do campo ao IPCA: por que isso mexe com o seu bolso
Historicamente, cada choque de El Niño adiciona de 0,30 a 0,50 ponto percentual ao IPCA em até 12 meses, de acordo com séries do IBGE. Em 2015, o fenômeno reduziu em 8% a produção de milho e elevou o preço do arroz em 22% no varejo. Se o padrão se repetir, refeições fora de casa, proteínas e derivados de grãos devem sentir o reajuste primeiro, ampliando a incerteza para famílias de renda média.
Como isso afeta o seu bolso? Se os custos da alimentação subirem mais rápido que o salário, o poder de compra encolhe e as negociações salariais tendem a ficar mais tensas. Para acompanhar a repercussão econômica desse cenário, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo