Produção histórica sinaliza ganhos extras para investidores em agronegócio
Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) — o órgão confirmou recentemente que Mato Grosso atingiu 51,56 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, um marco que recoloca o estado no centro das atenções de quem monitora commodities e fundos imobiliários atrelados à terra.
- Em resumo: excedente de produção fortalece a receita do fundo agrícola SNFZ11, que já distribui 13,01% ao ano.
Escala de produção amplia margem do fundo SNFZ11
Com três fazendas em Gaúcha do Norte (MT), o SNFZ11 recebe 25% da colheita via contratos de arrendamento. A combinação de escala e produtividade acima de 66 sc/ha ajuda o fundo a manter R$ 0,10 por cota mensal, equivalente a 1,02% de retorno. A potencial valorização das terras, que subiram mais de 40% ao ano no Centro-Oeste, cria dupla fonte de ganho para o cotista, segundo estimativas da Reuters.
“Depois de 52 sc/ha em 2023/24, alcançamos 66,03 sc/ha em 2025/26; a expansão de área foi decisiva para o recorde de 51,56 mi t”, destaca relatório do IMEA.
Soja puxa exportações e fortalece câmbio; milho vem na sequência
O salto de produção ocorre num momento em que a soja responde por cerca de 14% de todas as exportações brasileiras, gerando divisas que aliviam pressões cambiais e ajudam a controlar custos de insumos importados. Para 2025/26, a projeção de 7,4 milhões de hectares de milho safrinha sinaliza que o ciclo virtuoso pode continuar, diluindo riscos climáticos e garantindo fluxo de caixa ao longo do ano-safra.
Como isso afeta o seu bolso? O aumento da oferta tende a segurar preços internos de grãos e ração animal, mas também reforça o dividendo de fundos agrícolas. Para acompanhar outros produtos que protegem o poder de compra, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / IMEA