Portfólio diversificado em poucos cliques e custo baixo
XP – A corretora anunciou recentemente três carteiras formadas apenas por ETFs, permitindo ao investidor diversificar em renda fixa, ações locais e internacionais com aporte mínimo de R$ 2,5 mil.
- Em resumo: tíquete de R$ 2,5 mil dá acesso a ETFs brasileiros e estrangeiros em uma única alocação.
Estratégia mistura Brasil e exterior em proporção tática
O modelo adota 85% dos recursos em ETFs listados na B3 e 15% em fundos negociados lá fora, seguindo a recomendação do time de análise da XP. O lançamento dialoga com o avanço de liquidez desse mercado no país; somente em 2024 o volume financeiro com ETFs saltou 42%, segundo dados da B3.
“O ETF é uma casca, ele é um veículo”, observa Rachel de Sá, estrategista de investimentos da XP, ao justificar a curadoria de produtos.
Por que o tíquete de R$ 2,5 mil muda a dinâmica do pequeno investidor
A barreira de entrada costuma afastar interessados em diversificação global. Com o novo patamar, o custo efetivo fica inferior ao de muitos fundos multimercado tradicionais, cujas aplicações iniciais beiram R$ 5 mil. Para comparação, o rendimento médio dos ETFs de renda fixa bateu 13,2% em 12 meses, enquanto a poupança entregou 8,1%, conforme cálculos do painel de mercado da Reuters.
Outro atrativo é a taxa implícita: a maior parte dos ETFs brasileiros cobra 0,20% ao ano, bem abaixo das gestões ativas, que chegam a 2%. Historicamente, produtos indexados tendem a preservar mais retorno líquido ao investidor – tendência observada desde 2018, quando o Banco Central intensificou a queda da Selic e ampliou a busca por eficiência de custos.
Como isso afeta o seu bolso? Uma aplicação de R$ 10 mil em ETFs de inflação, por exemplo, pagaria cerca de R$ 20 em taxa anual; em fundos ativos equivalentes, o desembolso pode superar R$ 200. Para mais estratégias de baixo custo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / XP Investimentos