Famílias devem correr para garantir o botijão gratuito
Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social – O programa Gás do Povo, que substituiu o Auxílio Gás, passou por aumento de R$ 10 no voucher de maio após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, pressionando o preço do GLP e o orçamento de milhões de lares brasileiros.
- Em resumo: voucher reajustado, mas só pode ser usado até 31 de maio para quem ingressou em 23/02/2026.
Quem precisa utilizar o voucher até 31 de maio
Para as famílias que entraram no programa em 23/02/2026, o prazo final para trocar o botijão de 13 kg vai até 31/05/2026 se houver dois ou três integrantes. Núcleos com quatro pessoas ou mais tiveram a data-limite encerrada em 30/04/2026.
O ajuste de R$ 10 atinge 22 unidades da Federação, “sem impacto no Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Rio de Janeiro e no Distrito Federal”, conforme cronograma oficial.
Já os beneficiários que iniciaram em 23/03/2026 têm até 31/05/2026 (quatro pessoas) ou 30/06/2026 (duas a três pessoas) para usar o cupom. Todos os grupos anteriores mantêm prazos já expirados.
Tensão externa encarece o GLP e amplia gasto público
O reajuste busca blindar 15 milhões de famílias dos choques no preço internacional do gás, que disparou após a intensificação do conflito no Oriente Médio, de acordo com levantamento da Reuters. O governo calcula impacto extra de R$ 300 milhões na conta social.
Historicamente, cada US$ 1 de alta no barril de petróleo reflete poucos centavos no GLP interno; porém, a defasagem recente dobrou esse repasse, exigindo correção emergencial para evitar perda de poder de compra das classes mais vulneráveis.
Critérios de elegibilidade mantidos: inscrição ativa no CadÚnico, renda per capita de até meio salário-mínimo e CPF regular. A seleção continua automática – não é preciso nova inscrição.
Por que isso importa para o seu bolso?
Sem o voucher, o botijão custaria em média R$ 130 nas capitais, segundo última pesquisa da ANP. O subsídio de até seis recargas anuais impede que esse gasto comprometa mais de 10 % da renda de quem vive com um salário mínimo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social