Carga máxima nas refinarias promete mexer no custo da gasolina e do diesel
Petrobras informou recentemente que seu Fator de Utilização Total (FUT) superou 100% em abril e maio, atingindo 103%, um nível inédito desde 2014 e que pode redefinir o equilíbrio entre oferta e preços no mercado doméstico de combustíveis.
- Em resumo: a estatal opera além da capacidade nominal para capturar margens maiores e reduzir exposição a choques externos.
FUT recorde rompe limite técnico e mira margens de lucro
Segundo Magda Chambriard, presidente da companhia, o pico de 103% foi possível graças a manutenções antecipadas e ajustes que ampliaram a confiabilidade das 11 refinarias. O diretor William França detalhou que a produção diária “já roda em 100%, 102%, 103%” — patamar que expande o volume de diesel e gasolina justamente quando a tensão no Oriente Médio eleva a cotação do barril de Brent, conforme dados da Reuters.
“A Petrobras não gosta de limites. Sua meta é superar limites todos os dias”, reforçou Chambriard durante teleconferência com analistas.
O que muda para abastecimento e inflação
Operar acima da capacidade nominal é permitido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) desde que haja segurança operacional. Na prática, mais derivados domésticos significam menor dependência das importações — que saltaram após 2020 — e ajudam a segurar picos de preço nas bombas, especialmente em períodos de câmbio volátil e petróleo caro. Historicamente, cada 1% adicional de FUT pode elevar a produção anual em até 20 mil barris/dia, gerando receita extra estimada em US$ 150 milhões, segundo séries públicas do Banco Central.
Como isso afeta o seu bolso? Se o ritmo acima de 100% for mantido, o repasse de altas internacionais tende a ser suavizado, beneficiando frete, alimentos e inflação ao consumidor. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil