Preferência revela busca por previsibilidade salarial
Serasa Experian – Em levantamento conduzido entre novembro e dezembro de 2025, a empresa identificou que a carteira assinada permanece como o “porto seguro” de quem luta por recolocação, mesmo em um cenário de mercado aquecido.
- Em resumo: 92,6% da Geração Z querem vagas CLT, número que cai para 50% entre Baby Boomers.
Jovens exigem carteira assinada, seniors miram flexibilidade
Embora o emprego formal tenha criado mais de 228 mil postos líquidos em março, segundo dados oficiais acompanhados pela Reuters, a pesquisa mostra que segurança jurídica ainda fala mais alto para quem está no início da carreira. Entre Millennials, 86,8% também priorizam o vínculo celetista, enquanto formatos como prestação de serviços ou PJ ganham espaço apenas na faixa mais experiente.
“A previsibilidade do contrato segue sendo determinante, especialmente no início da carreira, mas convive com abertura crescente à reinvenção profissional ao longo do tempo”, destaca Fernanda Guglielmi, gerente de RH da Serasa Experian.
Estabilidade x Reinvenção: o que pesa no longo prazo
O contraste geracional revela outro recado para empresas: 69,1% de todos os entrevistados admitem mudar de área nos próximos anos, percentual que salta para 82,3% entre Baby Boomers. Ou seja, ao mesmo tempo em que buscam estabilidade, profissionais maduros também esperam condições para trabalhar além dos 60 anos, tendência amparada pela expectativa de vida maior e pela necessidade de renda complementar.
Historicamente, em períodos de inflação controlada e taxa de desemprego abaixo de 8% – como apontou o último indicador do IBGE –, o mercado formal costuma ganhar tração, elevando a arrecadação do FGTS e do INSS. Para o trabalhador, isso se traduz em benefícios como 13º salário, férias remuneradas e contribuição previdenciária automática, itens difíceis de replicar em regimes informais.
Como isso afeta o seu bolso? Se você planeja estabilidade de renda, o dado reforça que empresas tendem a ofertar mais vagas CLT quando a economia gera postos formais — mas a concorrência também cresce. Para aprofundar a análise sobre emprego e políticas econômicas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Serasa Experian