Escassez de caixa gera pressão extra sobre estatais de energia
Ministério de Minas e Energia (MME) – Sob aperto orçamentário e déficit de servidores, a pasta sinaliza risco de paralisar etapas vitais do programa Gás do Povo, criado para ampliar o acesso ao gás natural e reduzir custos ao consumidor.
- Em resumo: falta de recursos para despesas básicas, pressão sobre estatais e equipe insuficiente travam o cronograma do Gás do Povo.
Aperto fiscal deixa o projeto em compasso de espera
Segundo relatório interno, o MME já consome quase todo o limite de despesas discricionárias antes mesmo do fim do ano. A escassez de verba coincide com o bloqueio de R$ 5,7 bilhões no Orçamento, divulgado pelo Tesouro Nacional, conforme a Reuters. Nesse cenário, a pasta admite dificuldade até para manter contratos de TI e deslocamento de equipes, essenciais ao acompanhamento do mercado de gás.
“O ministério enfrenta falta de recursos para despesas básicas e déficit de pessoal para operacionalizar o Gás do Povo”, registra o documento oficial obtido pelo órgão de controle interno.
Descompasso pode adiar economia prometida ao consumidor
Lançado como aposta para baratear a energia e incentivar a industrialização, o Gás do Povo depende de novas redes de distribuição e de parcerias com a Petrobras e distribuidoras estaduais. Sem quadros técnicos suficientes, o MME terá de priorizar apenas parte dos mais de 30 contratos previstos para 2024.
Historicamente, programas de massificação do gás natural rendem economias de até 30% em relação ao GLP de botijão, segundo dados consolidados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Qualquer atraso, portanto, posterga alívio na conta das famílias e reduz a competitividade do parque fabril, em meio a uma taxa de juros que ainda está em 12,25% ao ano.
Como isso afeta o seu bolso? A continuidade do aperto fiscal pode manter o preço do gás engessado justamente quando o consumidor busca alternativas para conter gastos. Para se aprofundar no impacto dessas decisões, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério de Minas e Energia