Descoberta no pré-sal ganha cronograma e acena a fornecedores
Petrobras – A companhia decidiu desenvolver a descoberta do bloco Aram, na Bacia de Santos, e projeta pôr em operação pelo menos dois poços produtores até 2030, medida que pode elevar a oferta de óleo e abrir uma nova rodada de contratações na cadeia de serviços.
- Em resumo: Plano prevê primeiro óleo antes de 2030 e mantém o bônus de assinatura de R$ 5 bilhões já quitado em 2020.
Investimento bilionário reacende disputa por contratos
Segundo especialistas ouvidos pelo serviço internacional da Reuters, a decisão injeta ânimo nos fornecedores de sondas, plataformas e equipamentos submarinos, áreas que vinham operando com ociosidade após anos de corte de capex na indústria.
“A ideia é iniciar a perfuração de dois poços produtores e estruturar o sistema de escoamento até o fim da década”, afirmou Magda Chambriard, presidente da empresa, durante coletiva sobre o plano de investimentos em São Paulo.
O que muda para o caixa da estatal e para a balança comercial
Aram foi arrematado na sexta rodada de partilha da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 2020, com bônus de R$ 5 bilhões, já desembolsado no ato da assinatura. A Petrobras detém 80% de participação, com a chinesa CNPC controlando os 20% restantes. Pelo regime de partilha, parte do óleo produzido será entregue à União, o que pode reforçar a balança comercial brasileira e gerar receitas adicionais ao Tesouro.
Analistas projetam que a entrada de Aram no portfólio produtivo contribua para manter a curva de produção da Petrobras acima de 3 milhões de barris diários na próxima década, diluindo custos operacionais e reforçando o fluxo de caixa livre, indicador vigiado por acionistas após a recente mudança de política de dividendos.
Como isso afeta o seu bolso? Novas receitas podem sustentar dividendos robustos e, indiretamente, influenciar o preço dos combustíveis e a cotação das ações da petroleira. Para entender outros movimentos estratégicos da companhia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil