Bancos perdem espaço enquanto ações de energia e exportação ganham tração
BTG Pactual indicou, em suas carteiras recomendadas para maio de 2026, uma retirada tática de grandes bancos e a inclusão de nomes ligados a petróleo e indústria, movimento replicado por BB Investimentos, Genial e Ágora na última revisão mensal.
- Em resumo: Petrobras (PETR4) e Embraer (EMBJ3) aparecem em 4 de 4 carteiras analisadas, desbancando bancos tradicionais.
Energia e indústria disparam nas preferências
A virada de rota ocorre após o setor de petróleo consolidar margens robustas e o dólar estabilizar em torno de R$ 5,00, favorecendo exportadoras como a Embraer. Segundo dados da Reuters, o Brent permanece acima de US$ 80, patamar que sustenta o fluxo de caixa da Petrobras e de outras junior oils listadas na B3.
“Decidimos retirar o Itaú de forma tática e reduzir nossa exposição aos bancos”, escreveram analistas do BTG no relatório de maio, ao mesmo tempo em que mantiveram visão positiva para o Brasil em termos de valuation.
Fluxo estrangeiro e múltiplos ainda atrativos
Mesmo após um primeiro trimestre volátil, o saldo de capital externo na B3 continua positivo. O BTG lembra que o Índice Brasil 100 negocia a 7 vezes o lucro estimado para 2026, desconto relevante frente à média de 11 vezes dos emergentes, conceito reforçado recentemente pelo Banco Central em relatório de estabilidade.
No cenário doméstico, a Selic em 10,50% ao ano mantém a renda fixa remuneradora, mas não elimina o apetite por ações de qualidade. Historicamente, meses que antecedem decisões do Comitê de Política Monetária costumam trazer maior seletividade, favorecendo empresas com geração de caixa previsível ou elevada correlação internacional — caso de Petrobras, Vale e Embraer.
Como isso afeta o seu bolso? A nova composição sinaliza maior exposição a commodities e dólar, fatores que podem proteger a carteira contra oscilações internas. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Suno Notícias