Risco de correção acima de 30% freia o entusiasmo dos gestores
JPMorgan – Em relatório recém-divulgado após reuniões com 56 grandes investidores da América Latina, o banco revela que 92% esperam retorno positivo dos mercados acionários até 2026, mas admitem desconforto crescente com a força do atual bull market.
- Em resumo: 54% veem probabilidade de queda superior a 30% antes de 2027.
Preferência foge da Europa e busca small e mid caps nos EUA
A sondagem indica consenso quase unânime em não sobreponderar ações europeias, citando crescimento fraco e tensões geopolíticas. Já nos Estados Unidos, o apetite se volta a empresas de menor capitalização, consideradas fonte de alfa ainda inexplorado, segundo análise repercutida pela Bloomberg.
“54% dos entrevistados acreditam que uma correção superior a 30% pode ocorrer ainda este ano ou em 2027”, destaca o documento do JPMorgan.
Choques de commodities podem pesar: Brasil permanece no radar
Nos emergentes, o banco lembra que alta de 10% no petróleo tende a cortar 0,20 ponto percentual do PIB real desses países, contra 0,14 p.p. nas economias avançadas. O histórico confirma: desde 2021, cada disparada do barril elevou a inflação global e pulverizou margens em setores intensivos em energia, reforçando a cautela atual.
Apesar disso, o Brasil figura entre as teses de maior potencial de retorno ao lado da Coreia do Sul, cibersegurança e inteligência artificial. A leitura converge com projeções do Banco Central do Brasil de crescimento moderado combinadas a juros em trajetória de queda.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters