Alívio imediato na bomba e na conta de energia do setor produtivo
Governo do Rio de Janeiro – O Estado firmou acordo com a Petrobras e a distribuidora Naturgy que deve cortar em cerca de 6,5% o preço do gás natural veicular (GNV), além de reduzir em 6% o insumo destinado às indústrias e em 2,5% o gás de cozinha, segundo projeções oficiais divulgadas recentemente.
- Em resumo: tarifa só entra em vigor após validação da Agenersa, mas já mira 1,5 milhão de motoristas que rodam com carro a gás.
Validação regulatória definirá a data da nova tarifa
A Naturgy calcula o percentual exato de desconto que será submetido à Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa). A etapa é decisiva porque, além de homologar o aditivo contratual, o órgão precisa considerar variáveis como câmbio, cotação internacional do petróleo e custos de transporte, conforme explicou a Secretaria de Energia fluminense a dados compilados pela Bloomberg.
“O que baixa o preço do gás é investir para produzir mais, porque ainda não revogaram a lei da oferta e da procura”, reforçou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Efeito cascata: IPCA pode sentir alívio pontual
Historicamente, o peso do GNV no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é menor que o da gasolina, mas qualquer reajuste negativo é bem-vindo num cenário de pressão dos combustíveis fósseis. Dados do IBGE mostram que, mesmo com a alta de 1,86% da gasolina no último mês, o GNV já havia recuado 1,24%, movimento que deve se aprofundar com o novo acordo.
O Rio de Janeiro, responsável por 76,90% da produção nacional de gás natural em 2025, mantém incentivos como desconto no IPVA para veículos a gás. Ao ampliar a oferta local, o Estado reforça a competitividade industrial e pode frear repasses inflacionários, sobretudo em setores intensivos em energia.
Como isso afeta o seu bolso? Menos gasto no posto e possível freio na inflação de alimentos e serviços que dependem de gás. Para acompanhar os próximos desdobramentos, acesse nossa editoria de Economia & Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil