Fôlego do câmbio pode virar trunfo inesperado contra a alta de preços
Kinea – Em análise divulgada recentemente, a gestora afirma que o mercado subestima o poder de um real valorizado para conter a inflação e manter aberto o caminho de cortes de 0,25 p.p. na Selic adotado pelo Banco Central.
- Em resumo: Câmbio perto de R$5 aliviaria o IPCA e abriria espaço para Selic encerrar o ciclo em 12,5%.
- Cenário de guerra com petróleo a US$150 e real depreciado segue como principal risco para os juros.
Exportações e juro alto blindam moeda brasileira
O forte superávit comercial, puxado por petróleo e commodities agrícolas, somado a uma das maiores taxas reais de juros do planeta, mantém o Brasil no radar de investidores externos, sustentando a moeda, mostram dados do Banco Central.
“O fator do BRL está sendo pouco considerado nas projeções… a curva de juros segue o petróleo, mas ignora o câmbio”, diz Daniela Lima, economista da Kinea.
Por que um real firme muda a trajetória do IPCA
Simulações da casa indicam que, com o dólar estabilizado a R$5, a inflação de 2026 pode ficar em 4,6%, ante 4,9% se a cotação subir para R$5,25. Entre 2019 e 2023, cada 10 centavos de apreciação do real retirou, em média, 0,08 ponto percentual do IPCA, segundo série histórica compilada pela Reuters.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central