Fluxo de caixa continua negativo, mas promessa de caixa novo anima investidores
CSN – Na primeira sessão depois de apresentar o balanço do 1T26, a siderúrgica virou uma queda de 1,4% às 10h34 para fechar em alta de 4,7%, a R$ 6,67, puxada pela expectativa de desinvestimentos bilionários que podem aliviar a pressão sobre a dívida.
- Em resumo: companhia avalia vender até R$ 18 bilhões em ativos, incluindo o controle da CSN Cimentos.
Venda bilionária pode enxugar alavancagem já em 2026
Durante teleconferência, o CFO Antonio Marco Rabello revelou “grande volume” de ofertas não vinculantes, reforçando a chance de concluir a transação no 3T. O mercado calcula que, se concretizada, a operação reduziria a relação dívida líquida/EBITDA para perto de 2,5x, abrindo espaço para rolagens menos onerosas, num momento em que o Banco Central mantém juros elevados.
“O balanço ainda consome cerca de R$ 1 bilhão em caixa por trimestre; a alienação de ativos é hoje a principal via para reequilibrar o curto prazo”, destaca relatório do Goldman Sachs.
Resultados operacionais sustentam narrativa, mas caixa preocupa
No trimestre, o EBITDA somou R$ 2,6 bilhões, 3% acima do consenso, enquanto a divisão de mineração contribuiu com R$ 1,4 bilhão. Ainda assim, o fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 2,1 bilhões devido a investimentos e pré-pagamentos de minério. Historicamente, a CSN carrega vencimentos de cerca de R$ 4 bilhões apenas em 2026, número que pressiona a curva de crédito em meio a câmbio volátil e preços de minério em torno de US$ 105 a tonelada.
Como isso afeta o seu bolso? Se a venda se confirmar, o risco de novas captações caras diminui e pode sustentar a recente valorização do papel. Para acompanhar outras análises de grandes companhias, acesse nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS